segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

To vivendo a minha fase mais sambista.. Acho que demorei muito pra realmente enxergar o grande valor, não só cultural ou corporal que o samba tem.. O samba tem vida, alma, vontade propria e consegue fazer você, mesmo contra vontade, gingar.
Viva ao samba.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O amor impossível é o verdadeiro amor

Texto de Arnaldo Jabor:

Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo.Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.
Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".
Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.
(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.
Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes".
Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.
Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.

sábado, 20 de outubro de 2007

A reflexão é o olho da alma

Estou inaugurando aqui na net um espaço voltado para mim mesmo, já que muito provavelmente serei o único a visita-lo , como ocorrer com com fotolog, porem não posso deixar de falar de uma pessoa que me incentivou a cria-lo, uma pessoa que toda noite pergunta se eu ja li o blog dela e que com certeza eu deveria ler todos os dias por que com certeza seria uma cara bem mais inteligente e informado.

Hoje vou falar de uma pessoa que amo muito que é minha namorada. Conheci essa linda menina a uns 6 anos atras, acho, fui seu colega, amigo e depois de muito insistir virei namorado. Posso dizer que isso foi uma das maiores vitorias da minha vida, pois conseguir conquistar uma pessoa que alem de muita linda e super inteligente e com certeza uma pessoa de personalidade impar, não é toda vida que se consegue e levando no ponto de vista de alguns que só temos uma vida é portanto uma oportunidade única.

Hoje eu estava lendo blog dela que fazia uma reflexão muito boa sobre os " espelhos da realidade", de como nos vimos diante desse espelho. Tem uma parte que é sobre um ditado que diz: Eu gosto de você pelo que sou quando estou com você e não pelo que você é´. Daí fiquei pensando como sou quando ela esta comigo e cheguei a conclusão que as vezes sou estressado, que as vezes sou grosso, as vezes sou insuportavel, mas na grande maioria das vezes, diria 98% delas, sou simplesmente eu. Ela me faz sentir tão bem, mas tão bem só por estar ao meu lado que enche meu coração de bons pensamentos. Não imagino mais minha vida sem a presença da minha Ita ao meu lado. Sabe aquele tipo de pessoa que quando está do seu lado parece que o mundo não tem mais ninguem, que foi feito só para vocês, que tanto faz está na festa, no cinema ou em casa, que se ela estiver do lado ta tudo bem. Pois é essa pessoa é minha Nanda. As vezes sou muito chato com ela, assim como as vezes ela é comigo, mas o mais importante é que a amo com a pureza de olhar de uma criança, com a paixão dos grandes romances de cinema, com o carinho tao imenso que nem cabe nesse mundo. Posso até tentar expor aqui um pouco do que sinto por ela, mas com certeza não teria palavras, sempre fui muito ruim em tentar escrever, mas posso tentar resumir tudo em uma palavra que já pode até ter um significado para alguns meio batido, mas que torna-se única e totalmente diferente das demais quando dito com sentimento, com o coração. Amo Você minha Ita linda.

Bom assim incio meu Blog, com uma homenagem a uma pessoa que merece muito só pela fato de me aguentar a quase 5 anos .